Arquivo do mês: agosto 2009

Novidade que vale a pena

Parece que o mundo foi feito para as cantoras. Se formos comparar quantitativamente, elas ocupam bem mais espaço que os homens no mercado fonográfico. Surgem todos os dias, de todos os lugares e em todos os idiomas novas figuras dispostas a serem a mais nova sensação ou a mais nova aclamação da crítica. O que se viu nos últimos tempos foi a preponderância de um estilo e vozes que cansavam os ouvidos mais aguçados. Foi-se a modinha indie-folk das vozes roucas e/ou aveludadas. Meio a essa ninhada infindável de novas candidatas surgiu Joanna Newsom com o seu estridente, porém agradabilíssimo timbre, que junto de sua harpa é capaz de transportar-nos às regiões mais melindrosas e inexplicáveis.

Ela é uma americana da Califórnia acostumada até 2004, quando lançou seu primeiro disco por uma gravadora (The Milk-Eyed Mender) a acompanhar outros artistas em suas turnês. Já saiu em excursão com Devendra Banhart, se apresentou com o cantor e ator Will Oldham e com outras bandas da cena rock norte-americana, até que assinou seu contrato com a Drag City. Hoje, ela já está em seu segundo disco (Ys, lançado em 2006) e permanece a espreita das grandes badalações. Talvez ela não tenha se transformado em sensação, mas com certeza em sinônimo de aclamação.

Embora ela se diz aquém de qualquer estilo e rótulo, a mídia insiste em colocá-la como uma dos membros mais destacados de um novo comportamento musical: o psych folk. Às vezes fica a sensação de haver algo forte de Björk em suas melodias, mas também aos ouvidos ansiosos e nada pacientes pode parecer um pouco infantil sua música. Que fique claro, então, que a cantora abomina essa característica e já declarou publicamente não gostar que trate assim a sua produção musical.

Fica ai a dica e alguns vídeos da moça de 27 anos.

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Perro .

Corraaaaaaa que já tá rolando!

Link para mais informações e cobertura do festival:  www.perroloco.com.br

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– quadrinhos.com [2]

Mais de André Dahmer.

Mulher

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– quadrinhos.com

André Dahmer é um carioca que ironiza a (própria) vida em seus quadrinhos.  Além das onipresentes críticas políticas e sociais que sempre marcam presença nesse mundo das tirinhas, Dahmer explora, também, temas, até então, incomuns e faz uso das próprias experiências e elementos pessoais para melhor ilustrá-los. Cria países, cidades, ditadores e até novas doenças para expressar seu sarcasmo natural. Ele prioriza o conteúdo como elemento original de seu trabalho, que pode ser melhor apreciado em seu site: http://www.malvados.com.br/.

Seguem ai alguns temas e suas abordages respectivas:

Família

Infância e tempos de escola

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Quarta-feira é dia de música na UFG

Gyovana Carneiro e Carlos Henrique CostaProfessora Gyovana Carneiro e o músico Carlos Henrique Costa

As manhãs de quarta na Escola de Música e Artes Cênicas (EMAC) são reservadas há 11 anos para a execução do projeto Música na Escola de Música. A iniciativa promove concertos musicais com entrada franca para toda a comunidade universitária. Sempre às 9h20 da manhã no teatro da unidade, ocorrem concertos que exploram os mais variados formatos, desde apresentações de orquestras e corais até os recitais de instrumento.

A reclamação de alunos da escola de que não se divulgava a música produzida na faculdade e, até mesmo, de que não tinham a oportunidade de assistir a bons concertos, fez com que a então diretora Glacy Antunes de Oliveira decidisse, em 1998, por implantar a série semanal de apresentações. Desde então, professores, músicos goianos, orquestras, cantores, não só do Estado, mas de outras localidades participam do projeto, concedendo shows sem receber remuneração.

O pianista, professor e maestro Carlos Henrique Costa já havia participado antes, e em sua última apresentação, no dia 25 de março, ele defendeu a iniciativa, por se tratar de uma chance daqueles que não têm a oportunidade em compartilhar e vivenciar a música erudita. “É uma música diferente, entra na alma. É legal para o músico quando se cria um impacto na platéia”, descreve.

Ele, que só ouviu música clássica depois dos 20 anos de idade, pensou de imediato que havia perdido um tempo precioso. Desde lá, o paulista de São José dos Campos se dedica visceralmente ao piano e à regência. Já se apresentou diversas vezes fora do Brasil e exerce, atualmente, as funções de professor e regente da Orquestra Acadêmica Jean Douliez na EMAC.

Carlos Henrique também é membro da Comissão de Eventos, que presidida pela professora Gyovana Carneiro, coordena o projeto desde seu início. Em um artigo feito sobre a iniciativa, Gyovana ressalva a intenção em promover com os concertos uma melhor formação cultural e intelectual dos estudantes. A professora declarou receber propostas de músicos de todos os lugares do Brasil, que desejam participar da série. “Nós priorizamos a variedade. Esperamos oferecer apresentações diversificadas, que não fiquem presas somente ao piano e ao violino”, esclarece.

Platéia – No segundo semestre de 2008 a EMAC sentiu a necessidade de promover a formação de plateia. Ofertou uma disciplina de Núcleo Livre, aberta a toda a Universidade que se chama Formação de Platéia e Música. Nela, a maioria dos estudantes tem o seu primeiro contato com a música clássica, e assiste os concertos oferecidos pelo Música na Escola como complementação e prática da aprendizagem de sala de aula.

Há quem diga, assim como a professora Gyovana, responsável também pela disciplina, que não é necessário um conhecimento prévio para apreciar concertos e recitais, mas destaca, sobretudo, que quem sabe o que irá ouvir aproveita muito mais. Segundo ela, uma plateia é bem formada quando além de conhecer a formação da orquestra, reconhece seus instrumentos, situa o compositor da obra, período histórico e, mais do que isto, detém a consciência do que aplaude.

No recital do músico Carlos Henrique Costa era possível perceber a empolgação de alguns alunos. Todos à espera na porta do teatro demonstravam ansiedade em saber como seria o concerto da semana. Meio a tudo isso era possível constatar a presença de professores, muitos aliás que não perdem a uma apresentação. Alunos dos mais variados cursos contemplam semanalmente a série de shows.

Gyovana Carneiro disse que o interesse dos estudantes cresce no decorrer da disciplina e que o convívio de perto com as informações e a música são cruciais nesse processo.   “Ainda temos um longo caminho a percorrer. Acho que as pessoas gostam de música, gostam de assistir, mas, não temos tradição, somos uma cidade muito jovem. E, muitas vezes falta oportunidade e mídia. A grande maioria da população não tem acesso a esta informação”, lamenta.

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Poesia ao vivo

Andando pelas ruas de Paraty (RJ), conheci um típico artista brasileiro, que estava a tocar seu violino e declamar repentes com roteiros inusitados. O nome do sujeito é Joaley Almeida.  Ele estava estrategicamente posicionado na rua em que ficam as lojas de artesanato. Eu já havia visitado todas, quando ao sair de uma, nem me dei conta daquele homem sentado ao chão. Talvez pelo costume (inaceitável) e tranqüilidade (absurda) com que deparamos diariamente com pedintes e moradores de rua. Mas ele não era nem um, nem outro. É um poeta-repentista que começou a me chamar assim que saí da loja e de cara botou o instrumento no ombro e pôs-se a recitar um de seus muitos poemas.

Joaley vende sua obra em um saco de papel – daqueles de pão de padaria. “Isso mêiiisssmo!” Ele comercializa um trecho de seu livro, que está em fase de conclusão. Ele se diz um aventureiro e o título de seu trabalho já diz muito: “Amor e lição do livre caminho”. O indivíduo se veste com roupas nordestinas e com seu sotaque “brasiliense-cangaceiro” começa a falar sem parar, toca o violino com certa habilidade e conquista fácil os olhares alheios. Canta, declama, toca, vende, pega o dinheiro, passa o troco e demonstra seu talento de artesão tudo ao vivo e sem truques. Ele confecciona flores com folhas secas de coqueiro, que ficam parecidas à rosas das mais bonitas e grandes.

O homem do Planalto Central continuaria a se aventurar por terras cariocas até sabe-se lá quando. Ele não tem destino. O destino é que o tem. Talvez tenha sido a maior descoberta da viagem, que por si só e todos os acontecimentos já daria uns 10 posts intermináveis. Mas nem vale à pena gastar palavras, porque Paraty tornou-se mais interessante após o encontro, e para quem estava à procura de assuntos para serem fotografados foi uma “mão na roda”. Pena que o filme da câmera se foi e no dia seguinte estaria eu a retomar o fato. Afora isso, ele ainda sentencia sem meias palavras no saco de padaria: Poesia é um saco!

Segue ai um pouco do cangaço-candango em ares coloniais de uma cidade carioca:

Eu fui na estrada estreita, longo caminho,

As estrelas giravam em torno da lua

E tudo era espaço, noite, vento, frio.

Fui sem saber pra onde, sem saber o que encontraria.

Encontrei seres serenos que com seus velhos corpos

trincam a pedra da vida

Atravessam os horrores e as misérias

Com um coração que não vê espinhos.

Trançam as palhas dos dias

Nos seus simples ofícios,

Que mal os sustentam.

Cantam velhas canções no interior desta terra,

Bendita para alguns, maldita para muitos.

Ô Deus, me responda!

Por que tanta solidão nos campos peito adentro.

Eles dançam como se tudo fosse flores e,

Eu que tenho muito, não conheço tal alegria …

Joaley Almeida

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A vida além do sinal vermelho

Sheiva Neves em um cruzamento no Setor Bueno

 

Basta o sinal fechar para o espetáculo começar. Os cruzamentos mais movimentados de Goiânia estão se tornando um local cativo de uma classe trabalhadora em contínua expansão. Malabaristas, pirotecnistas, equilibristas e as mais diversas especialidades do circo tomam as ruas, concedem suas apresentações e ficam no aguardo da gorjeta do público motorizado. 

Motoristas ao celular, outros curtindo o conforto do ar-condicionado, tem os que se jogam ao som da música predileta em alto volume, os que fazem cara feia, tem também os que ignoram e os que contemplam a apresentação. Certo é que além da correria cotidiana, dos vidros fechados e do tempo de espera na liberação do sinal, existem vidas e o jogo pela sobrevivência. 

Final da tarde de sábado, um grupo de malabaristas se aquece em uma calçada no cruzamento das avenidas T-9 e T-1, no Setor Bueno, antes de darem início aos trabalhos. Escuto um dos rapazes conversar e logo vejo que se trata de um estrangeiro. De início ele deixa claro que não era hora para conversar, talvez mais tarde, e ele não sabia quanto tempo pudesse demorar. “Bastante”, disse ele quando perguntei o quanto eu teria de esperar. 

Depois de aguardar, o homem com feição jovial aparentava cansaço, e ofegante arranhou seu portunhol a cada indagação. Jairo Lopez, é um colombiano de Bogotá, 27 anos, veio há quatro para o Brasil em busca de melhores condições de vida e oferta de emprego. Tentou ser vendedor em uma frutaria no Amazonas, mas o idioma criava uma barreira e logo viu que não daria certo. 

Passado um ano, após tentativas frustradas de inserção em empregos ditos formais, o ex-músico e artesão, conheceu o malabarismo nas ruas de Manaus, e de lá para cá rodou o país viajando na procura por novos públicos. Tem o talento natural da mímica. Já investiu na carreira de palhaço, mas ressalva o poder terapêutico de sua arte atual. Ele compara a velocidade do malabarismo aos cálculos matemáticos. “É um esporte, bom para o corpo e para a mente. Cura o estresse”, complementa. 

Companheiros de semáforo – O colombiano está em Goiânia na companhia de outros quatro amigos (um casal paulista, uma paraense e um peruano), que conheceu em suas viagens pelo país. Juntos, eles pretendem formar uma trupe de artistas circenses e investir na apresentação em eventos, festas e boates. “O trânsito é para sobreviver, mudar a rotina, mas a nossa intenção é outra. Talento nós temos. Falta a verba e o apoio para conseguirmos a tão sonhada independência”, esclarece Jairo. 

A incerteza dos semáforos angustia o pai de uma filha de dois anos e meio que vive com a mãe em Londrina no Paraná. Ele tenta todo mês mandar a pensão alimentícia, mas salienta a imprecisão da arrecadação diária. “Um dia ganho 30, outro 50, mas tem, também, os que ganho apenas cinco reais.” Ele afirma que é uma vida de dois lados, em que existe o lado bom, a recepção e aceitação favorável. Mas revela que por ser homem e ainda novo, sofre bastante preconceito. Muitos lhe tratam com grosseria, mandando-lhe trabalhar ou procurar por algo mais respeitoso. 

Não é diferente com os seus amigos Steven Reyna e Camila Lobato. Ele, peruano de 28 anos aprendeu o malabarismo em seu país, conhecido pela tradição circense, e executa a arte desde criança. Ela, paraense de Belém, 19 anos, começou aos 15 e revela que o malabarismo salvou a sua vida. “Eu estava em um momento bastante complicado. Não queria estudar. Minha mãe só me ajudava a comprar os malabares se eu tirasse boas notas, e meu amor pela arte foi maior.” Juntos são pais de uma menina de um ano, que vive com a mãe de Camila em Belém. 

A moça disse que a primeira coisa que fez quando alugaram uma casa na Vila Redenção foi arrumar o quarto da filha, e que sonha todo dia em trazê-la para perto, mas que ainda não é o momento. Ela lamenta a ausência da família, mas mesmo assim persiste no sonho do grupo. “Procuramos investir na imagem, porque não queremos passar a idéia de sermos mortos de fome, mas que se trata de uma opção de vida. Somos artistas”, ressalva Camila Lobato. Buzinas, assobios e até palmas não são raros. 

“Nós recebemos muitas propostas de trabalho no sinal. As pessoas gostam do show e resolvem contratar para eventos”, acrescenta. Se continuarão em Goiânia de fato, nem eles sabem. Certo é que vão continuar sempre sorridentes e gratos, investindo nos semáforos de tempos mais longos, movimentados e em horários estratégicos na tentativa de vender o espetáculo da melhor forma. 

Para eles não se trata de um trabalho, é uma arte que poucos são capazes de fazer. Camila Lobato diz que para viver bem é preciso fazer malabarismo. Jairo Lopez, com seu espírito viajante, dispara: “Se você trabalha, você não viaja, não conhece as coisas, os lugares, as pessoas. A arte me permite isso.” 

Basta o sinal fechar para o espetáculo começar. Os cruzamentos mais movimentados de Goiânia estão se tornando um local cativo de uma classe trabalhadora em contínua expansão. Malabaristas, pirotecnistas, equilibristas e as mais diversas especialidades do circo tomam as ruas, concedem suas apresentações e ficam no aguardo da gorjeta do público motorizado.  

Motoristas ao celular, outros curtindo o conforto do ar-condicionado, tem os que se jogam ao som da música predileta em alto volume, os que fazem cara feia, tem também os que ignoram e os que contemplam a apresentação. Certo é que além da correria cotidiana, dos vidros fechados e do tempo de espera na liberação do sinal, existem vidas e o jogo pela sobrevivência.  

Final da tarde de sábado, um grupo de malabaristas se aquece em uma calçada no cruzamento das avenidas T-9 e T-1, no Setor Bueno, antes de darem início aos trabalhos. Escuto um dos rapazes conversar e logo vejo que se trata de um estrangeiro. De início ele deixa claro que não era hora para conversar, talvez mais tarde, e ele não sabia quanto tempo pudesse demorar. “Bastante”, disse ele quando perguntei o quanto eu teria de esperar.  

Depois de aguardar, o homem com feição jovial aparentava cansaço, e ofegante arranhou seu portunhol a cada indagação. Jairo Lopez, é um colombiano de Bogotá, 27 anos, veio há quatro para o Brasil em busca de melhores condições de vida e oferta de emprego. Tentou ser vendedor em uma frutaria no Amazonas, mas o idioma criava uma barreira e logo viu que não daria certo.  

Passado um ano, após tentativas frustradas de inserção em empregos ditos formais, o ex-músico e artesão, conheceu o malabarismo nas ruas de Manaus, e de lá para cá rodou o país viajando na procura por novos públicos. Tem o talento natural da mímica. Já investiu na carreira de palhaço, mas ressalva o poder terapêutico de sua arte atual. Ele compara a velocidade do malabarismo aos cálculos matemáticos. “É um esporte, bom para o corpo e para a mente. Cura o estresse”, complementa.  

Companheiros de semáforo – O colombiano está em Goiânia na companhia de outros quatro amigos (um casal paulista, uma paraense e um peruano), que conheceu em suas viagens pelo país. Juntos, eles pretendem formar uma trupe de artistas circenses e investir na apresentação em eventos, festas e boates. “O trânsito é para sobreviver, mudar a rotina, mas a nossa intenção é outra. Talento nós temos. Falta a verba e o apoio para conseguirmos a tão sonhada independência”, esclarece Jairo.  

A incerteza dos semáforos angustia o pai de uma filha de dois anos e meio que vive com a mãe em Londrina no Paraná. Ele tenta todo mês mandar a pensão alimentícia, mas salienta a imprecisão da arrecadação diária. “Um dia ganho 30, outro 50, mas tem, também, os que ganho apenas cinco reais.” Ele afirma que é uma vida de dois lados, em que existe o lado bom, a recepção e aceitação favorável. Mas revela que por ser homem e ainda novo, sofre bastante preconceito. Muitos lhe tratam com grosseria, mandando-lhe trabalhar ou procurar por algo mais respeitoso.  

Não é diferente com os seus amigos Steven Reyna e Camila Lobato. Ele, peruano de 28 anos aprendeu o malabarismo em seu país, conhecido pela tradição circense, e executa a arte desde criança. Ela, paraense de Belém, 19 anos, começou aos 15 e revela que o malabarismo salvou a sua vida. “Eu estava em um momento bastante complicado. Não queria estudar. Minha mãe só me ajudava a comprar os malabares se eu tirasse boas notas, e meu amor pela arte foi maior.” Juntos são pais de uma menina de um ano, que vive com a mãe de Camila em Belém.  

A moça disse que a primeira coisa que fez quando alugaram uma casa na Vila Redenção foi arrumar o quarto da filha, e que sonha todo dia em trazê-la para perto, mas que ainda não é o momento. Ela lamenta a ausência da família, mas mesmo assim persiste no sonho do grupo. “Procuramos investir na imagem, porque não queremos passar a idéia de sermos mortos de fome, mas que se trata de uma opção de vida. Somos artistas”, ressalva Camila Lobato. Buzinas, assobios e até palmas não são raros.  

“Nós recebemos muitas propostas de trabalho no sinal. As pessoas gostam do show e resolvem contratar para eventos”, acrescenta. Se continuarão em Goiânia de fato, nem eles sabem. Certo é que vão continuar sempre sorridentes e gratos, investindo nos semáforos de tempos mais longos, movimentados e em horários estratégicos na tentativa de vender o espetáculo da melhor forma.  

Para eles não se trata de um trabalho, é uma arte que poucos são capazes de fazer. Camila Lobato diz que para viver bem é preciso fazer malabarismo. Jairo Lopez, com seu espírito viajante, dispara: “Se você trabalha, você não viaja, não conhece as coisas, os lugares, as pessoas. A arte me permite isso.”  

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