Arquivo do mês: outubro 2009

Do tempo em que criança e papai noel vendiam cigarro

Anúncios das décadas de 40 e 50.

 

  Feliz Natal!!

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Exemplo ainda a ser valorizado

Durante uma semana em que todos expressaram suas opiniões, pensei melhor esperar e sair por último nessa corrida. Mas sair por último não por motivo de ironia gratuita, e sim porque dessa maneira é possível ter uma idéia geral do fato em questão e, quem sabe, poder fazer uma análise de tudo o que já foi dito. Largo, portanto, na rabeira do grid para falar do paulistano de 37 anos, Rubens Gonçalves Barrichello.

A velha história se repetiu mais uma vez na carreira de Rubinho. Tudo começou no sábado passado, 17, quando na briga pelas posições de largada, o piloto demonstrou todo o seu talento e experiência acumulada nesses mais de 15 anos de Fórmula 1. Em uma atuação surpreendente, o brasileiro conseguiu a pole position e mostrou-se para o mundo em uma feição endeusada graças à ação da mídia vidente e contraditória.

Muitos publicaram a versão própria do futuro que seria comprovada ou não no dia seguinte. E em todas as nuances estava presente a quase certeza de vitória do brasileiro que correria em terras brasileiras. No domingo, 18, um dia após o sábado histórico, o fato seria, portanto, desvendado sob a sombra do destino.

O automobilismo não é um esporte que se decide com o acelerar constante, apenas. É um jogo de estratégia, matemático, cheio de risco, mas que está o tempo todo à mercê do tecnicismo mecânico, da estrutura e pode-se dizer, também, da sorte e do tempo meteorológico. E foi a junção de tudo isso que fez com que o detentor da pole no GP do Brasil, terminasse a prova, depois de 71 voltas, em apenas oitavo lugar. A posição final foi o suficiente para que ele não continuasse na briga pelo título do campeonato, uma vez que seu companheiro de equipe, Jenson Button, terminou em quinto e consagrou-se, enfim, como o campeão de 2009.

Passado tudo, lançou-se o dilema: mais uma vez o Rubinho com ênfase no diminutivo de seu nome, oscilou da posição de Deus do dia anterior para a de fraco e sem talento após o final da corrida. E foi nesse momento, que o piloto, cidadão, casado e pai de dois filhos brilhou mais ainda. Mostrou-se novamente para o mundo, mas agora de maneira natural e espontânea, sem a ilusão do noticiário industrial, em toda a sua dignidade e espírito esportista.

A carreira de Rubens, com certeza, é algo a ser pensado e analisado nos meandros mais profundos. O brasileiro percorreu um caminho que, talvez, nenhum outro atleta nacional tenha percorrido. Começou na Fórmula 1 correndo pela Jordan em 1993. Depois passou pela Stewart, Ferrari, Honda e, atualmente, na Brawn com possibilidade de, ainda, firmar contrato com a Williams para o campeonato do próximo ano.

Essa trajetória ilustra a sina do homem que dedicou a própria vida aos volantes e pistas de corrida. Foi consagrado e julgado constantemente durante esse período e, mais do que isso, obrigado a lidar com a pressão de quem carrega um país nas costas e tem de obedecer a ordens que lhe são passadas pelos fones de ouvido.

De rei a súdito, o evidente deste fato é que depois de me colocar no lugar de Rubinho e levar em consideração todos os elementos envolvidos, de cara  surgiu a constatação: Rubens Gonçalves Barrichello não veio ao mundo para ser campeão ou o primeiro colocado. Ele veio ao mundo para ser exemplo. Exemplo de dedicação; exemplo de garra, mesmo que muitos não veem isso nele; exemplo de cidadania; exemplo de dignidade; exemplo de esportista; exemplo de profissional; exemplo de piloto; e exemplo de brasileiro, que assim como o clichê, não desiste nunca.

Quando decidir largar as pistas e se enveredar por qualquer outro caminho, ele se tornará sinônimo de tudo o que possa caracterizar uma pessoa ponderada, que lida com os altos e baixos, os oito ou oitenta da vida e mesmo assim consegue permanecer sensato, imune e ileso meio a tantos ataques e visões imediatas. O Rubinho de verdade está além de tudo isso, e a sua dedicação integral não foi formulada nesses instantes, mas em uma vida inteira voltada para realizar o próprio sonho. E hoje, mesmo sendo considerado um velhaco no grid, já que é o mais experiente piloto da história da Fórmula 1, ele persiste nesse propósito. E ainda tem os que insistem em reduzi-lo ao instantâneo. Barrichello é mais!

 

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Amores Perros – o primeiro e o atual

Título inspirado no filme de Alejandro González Iñarritu

Na infância eu não ligava muito pros cachorros. Tive vários. Todos morreram e vieram outros. Minha casa nunca ficou sem um cão. O primeiro, lembro até hoje. Chamava Rex. Pequeno, gordo e de presença. Era o dono do espaço. Tinha um rabo com cauda, de pêlos marrom e arrepiados. Não sei ao certo, mas deve ter sido meu avô quem me deu. Ele era um pouco velho também. Durou bastante, até que se contaminou com um veneno jogado pelos vizinhos (sempre eles). Não incomodava, era calmo, na dele e mesmo assim achou alguém para decidir seu destino.

As lembranças do antigo Rex são vagas. De lá pra cá vieram outros cães, vários até. Mas mesmo nessa esfumaçada visão eu ainda o consigo ver. Não tenho fotos. Talvez, porque na época não dávamos o seu devido valor nem despertávamos para a presença dele, mesmo com toda a sua robustez. Era um membro da família, que só agora, depois de eu já ter passado da adolescência e adentrado na fase adulta, a nostalgia me lampejou essas noções. Os cachorros tem seu charme.

Às vezes, os lapsos de consciência e de engajamento em causas ambientais me atentam para a importância desses outros seres, com os quais convivemos, mas que não falam nossa língua: os animais. Com os cães é diferente. Já não se trata de um lapso esporádico e sim um sentimento presente. Hoje, eu gosto de cachorro. Eles são engraçados, sensíveis e humanos. Parecem com os seus donos. Sempre que vejo algum na rua ou em petshops eu paro para olhar, brincar ou, apenas, tocar. Aprecio a energia que passam. São puros e nos distraem dos problemas do dia-a-dia. Eles merecem todo o cuidado, independente da raça. O velho Rex tem sua parcela de culpa em tudo isso. Ele Mudou minha visão.

Cachorros conversam e te entendem, quando olhado no olhos. Na minha casa, hoje, tem o Spike, um Rottweiler mirrado, não gordo nem muito grande como os outros de sua raça, mas bravo. Ele late quando sente sede e fome. Chora quando deseja ser solto e grita quando precisa fazer suas necessidades. Ele é educado, um gentleman. Todos o temem. Sentem medo e até evitam passar perto do portão. Os seus latidos são altos e dão para escutá-los há uma distância considerável. Vira e mexe ele se aventura em suas paixões com as cadelas da rua. Ele é valente e forte. Sempre que surge uma brecha, ele corre para sair e desfrutar da liberdade além das grades de casa.

Já tem uns seis anos que o temos. No início, não me importava tanto. Era mais meu pai quem cuidava. Engraçado, que isso influenciou, inclusive, na maneira como ele se comporta hoje. Só há uma pessoa a quem ele respeita e obedece: meu pai. O vínculo inicial, com certeza, lhe serve de referência e ele reconhece a voz de longe, quando meu pai grita ou o chama. Aos poucos eu vou tentando me aproximar. Ele já é mais carinhoso comigo. Antes, roubava meus tênis, meias e só ia em cima de minhas roupas no varal. Hoje, eu sei porquê: queria me chamar a atenção, brincar ou seilá. Isso tudo, até um dia em que eu brincando distraído com uma bola, ele veio e a abocanhou, e me fez ir atrás dele por toda a casa. Descobri que ele era bom para correr atrás de bolas.

Toda vez que visito meus pais, ele vem correndo, pula em cima, me arranha todo e os seus olhos brilham. Não vou mentir: já teve vezes em que fui para Jussara e o motivo era estritamente vê-lo. Meus pais e irmão ficaram em segundo plano. Sério. Parece loucura, mas eu sinto saudade do Spike, quando fico um certo tempo sem ir lá. Ele faz parte do ritual de reposição das energias. Vejo pai, mãe, irmão, avós, casa, quarto, cama, comida caseira, praça, rua, mas se não o vir, volto pra Goiânia com a energia incompleta.

Agora, sempre tenho que conversar, fazer cafuné e brincar de bola, senão ele, também, fica com a energia condenada. Eu sinto que ele sente. E o melhor é que ele já me obedece hoje, não só meu pai. Cachorros são assim: valorizam seus donos, seus verdadeiros donos. Dono não é aquele que dá comida e banho, apenas. Cachorro necessita de mais coisas, melhor dizendo, atitudes. O dar atenção, o brincar, o bater papo, tudo isso é o que faz a diferença. Se antes, eu não fiz isso com o antigo Rex, hoje procuro fazer ao máximo com o já velho Spike. A minha infância foi excelente. Vida no interior é outra qualidade, realmente. As histórias são outras, as bricadeiras são outras, o ritmo é outro. Aproveitei tudo isso, só não aproveitei o cachorro que eu tinha. Foi completa em todos os sentidos, menos nesse, mas nunca é tarde!

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Todos tem algo para contar sobre cachorro, mesmo que seja alguma experiência ruim ou para expressar toda a sua aversão. Ainda tem os que odeiam cães. O cineasta mexicano Alejandro González Iñarritu expressou algumas situações controversas em seu filme Amores Perros. Como de costume, ele procurou debater um tema central, e nesse priorizou a questão sobre as rinhas de briga de cães e o mercado que gira em torno disso, mas também cedeu espaço para ilustrar a relação de cumplicidade entre cães e donos. Sou fã do trabalho dele e esse filme foi o que mais me chamou atenção. Ora pela crueldade, pelo sangue em excesso, pelas cenas que funcionam como socos em estômagos fracos e ora pela reflexão que ele suscita. Cinema é assim, ele mostra o cruel, o errado, o feio, para promover a reflexão e valorização do singelo, do certo e do belo. No caso dos cães, apenas serviu para eu adorá-los ainda mais.

Amores Perros – Alejandro González Iñarritu

 

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Reunião do Circo com nova data

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S(s)emana com “s” maiúsculo ou minúsculo?

Semana estranha essa. Feriados são bons, ainda mais quando a exaustão bate à porta. Talvez, eu esteja me recuperando ainda do que era para ser um período de descanso e se tornou em três dias de atividade frenética. Não pense que eu estava trabalhando. Apenas me desdobrei entre parentes, amigos e eventos, se é que me entendem. Atualizei o blog no final da tarde de sexta com malas prontas e esperando para pegar a estrada. Vi pai, mãe, irmão, cachorro e amigos. Foi bom como sempre, mas voltei à labuta, e preocupado em postar aqui não consegui encontrar nada nem elaborar algo relevante. Enfim, os noticiários estão cômicos, os fatos estão bizarros, eu estou cheio de coisas para fazer e sem nenhuma motivação para começar, já sonho com minhas férias e tenho dito: está tudo errado nesse mundo. Veja só:

Seja na política ou no show business, tudo está revirado.

Era mais ou menos quatro horas da tarde. Entrei no globo.com e a manchete dizia que, finalmente, os representantes de Zelaya e Micheletti entraram em acordo e que agora só restava a aprovação de seus líderes para que fosse feito o texto e registrado, enfim, o desfecho dessa novela. Senti um alívio na hora. Sei bem que essa questão de Honduras tem interesses maiores em jogo e o Brasil é um dos envolvidos diretamente. Mas sei, também, que eu já não agüentava mais ouvir falar dessa questão e, em contra-partida, constatar que outros fatos tão essenciais e necessitados de solução vem sendo ignorados não só pelo governo como pela mídia. O ano nem acabou e 2010 já é presente no pensamento dessa galera: política, cargos, disputa, boa imagem, boas ações, só isso.

Pois bem, eis que o alívio durou pouco. Entro novamente no globo.com por volta das 20h e vejo que tudo era bom demais para ser verdade. Parecem aqueles dramalhões mexicanos que você acompanha doido pra ver o final, mas enrola-se tanto, vilões e mocinhos são sugados em sua realidade e obrigados a encenar um roteiro maçante que a passos lentos caminha para o desejado FIM. A notícia, agora, desmentia a primeira e dizia que o governo interino negou a existência de qualquer acordo. Não vou mentir: EURIMUITO. Eu não sei quem é mais palhaço: nós em acompanhar toda essa “pataqüada”; a mídia instantânea que se vê obrigada a se corrigir a cada minuto; os que se envolveram “penetramente” nessa situação; ou os dois bestas (Zelaya e Micheletti) que condena ainda mais o destino de um país desesperançado por causa de uma rixa política, disputa de cargos, imagem, boas ações em tese, blá blá blá, só isso.

Ai como se não bastasse a semana que só começou na terça:

Deparo com a cópia de um ofício do cantor e vereador pela cidade de São Paulo, Aguinaldo Timóteo, em que ele pede ao prefeito Kassab que seja adicionado a pontos importantes da cidade o nome do rei do pop, Michael Jackson. Ele sugere que a homenagem seja feita acrescentando o nome do astro à Sala São Paulo e ao Parque do Ibirapuera. Até ai tudo bem. Se formos analisar pelo calor da emoção e a perda recente de um artista tão importante como MJ, até que é aceitável essa iniciativa em volta de tantas outras que foram simuladas ao redor do planeta. Só que o digníssimo vai além e acrescenta que seria interessante erguer uma “maravilhosa estátua” e aproveitando a oportunidade ele, ainda, garante a visitação de pessoas de todas as partes do mundo e do Brasil. Tááá né?!

E para a alegria dos fãs de desenhos animados, agora o mundo inocente dos cartoons invade as páginas da revista Playboy. Mas não é qualquer página, é a capa e da edição norte-americana ainda.

Os que sempre se deleitaram com as coelhinhas ou com as boasudas, verão no mês de novembro, pela primeira vez na história da publicação, o ensaio de uma personagem fictícia tirada das animações. O seriado “Os Simpsons” completa 20 anos e para comemorar com estilo essa data, a mãe de boa parte dos norte-americanos e de todos os fissurados nas confusões dessa família, Marge Simpson, posará nua revelando todos os centímetros de seu corpo. Atente-se para a palavra MÃE, ou seja, tesão zero! HAHA.

Fora isso e outras coisas, a vanguarda é onipresente. A foto de capa foi inspirada em um ensaio da década de 70, em que pela primeira vez uma modelo negra – Darine Stern – protagonizou uma edição e veio sentada em uma cadeira em formato de coelho, fazendo alusão ao famoso símbolo. E como não poderia deixar de ser, Margie, vem toda sensual em seu assento branco e orelhudo. É muita lição de marketing para um único mês!

Darine Stern, 1971

E a semana nem terminou. [Post sujeito à atualização]

 

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Músicos para documentar

O lance de uns tempos pra cá, vem sendo aliar a música ao cinema, mais precisamente ao documentário. As histórias de bandas e artistas consagrados viram alvo de roteiros e se tornam objetos de investigação. Cineastas se propõem a mergulhar na vida desses personagens e com o script em mãos, correm atrás de tudo que possa sanar suas curiosidades. Não deixa, também, de ser uma forma de preservar a história ou, até mesmo, homenagear essas pessoas que de certa maneira se tornaram importantes para a música nacional.

Hoje, chega aos cinemas brasileiros a produção Herbert de Perto. O projeto é fruto de um desafio que Roberto Merliner, amigo antigo dos Paralamas do Sucesso, e Pedro Bronz propuseram ao cantor e compositor Herbert Vianna. Sugeriram que ele revivesse e analisasse o próprio passado. Tudo isso aconteceu em 2005, embora a idéia tenha surgido logo após o acidente de ultraleve sofrido por ele em 2001. Além das declarações do personagem principal, os familiares, amigos e parceiros de banda também contribuíram nas entrevistas.

Merliner dirigiu alguns clipes da banda, das músicas Alagados e A novidade. O seu trabalho é bem conhecido e aceito por Herbert, o que contribuiu para o surgimento de uma relação próxima e de confiança. Essa condição com certeza agiu no produto final e criou um conforto maior durante a execução do vídeo. A proposta se caracteriza, basicamente, como um diálogo de Vianna com o próprio passado. Para isso fizeram uso de imagens registradas do cotidiano do cantor em conformidade com arquivos de família, feitos durante a infância, e de imagens da banda, como o primeiro show no Disco Voador, a carreira internacional e a volta após a tragédia.

O Herbert de perto ganhou o prêmio de melhor direção em documentário no Festival de Paulínia, em julho deste ano. Agora, depois de ter sido destaque no Festival de Cinema do Rio, ele estréia nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e Recife. Os diretores prometem o lançamento em DVD para o próximo ano.

A saga dos registros da história e vida de músicos atingiu, também, Arnaldo Baptista, fundador da inesquecível e vanguardista banda Mutantes. O longa Loki de aproximadamente duas horas de duração foi produzido pelo Canal Brasil. Feito em um formato que, à primeira vista, privilegia a linguagem televisiva, ele acabou se destacando em diversos festivais de cinema e demonstrou todo o seu potencial que, conseqüentemente, lhe rendeu a estréia em circuito nacional, em junho deste ano.

O documentário é rico em imagens e abusa das entrevistas de amigos e especialistas que traçam a importância de Arnaldo e da banda na concepção de uma época e, até mesmo, do rock nacional. Os Mutantes é considerada uma das bandas mais criativas que já existiu, se não a mais. E essa tônica é destacada no filme quando é demonstrado o talento de Baptista, também, no mundo das pinturas, que se tornou a sua fuga para exprimir sentimentos e impressões.

A vida louca do músico, a psicodelia onipresente, as suas paixões doentias, uma delas por Rita Lee, tudo transparece um realismo que beira a ficção de tão inimaginável e fantástico. Mais do que justificar ou explicar a vida de Arnaldo, o filme de Paulo Henrique Fontenelle se propõe a buscar a origem de toda essa catarse criativa.

“Cê ta pensando que eu sou loki, bicho? Sou malandro velho, não tenho nada com isso!” Arnaldo Baptista

Uma das bandas que mais se reinventaram desde sua origem, o Titãs, também, teve sua história documentada. Desde os anos 80, o integrante Branco Mello começou a registrar tudo que ocorria nos bastidores dos shows e na vida que levavam na estrada. Nesse tempo, eles arquivaram vídeos e imagens nos mais variados formatos.

Em 2002, o grupo convidou o diretor Oscar Rodrigues Alves para dividir com eles a montagem e direção do material que coletaram mais as, aproximadamente, 200 horas de vídeos de TV, programas e entrevistas conseguidas pela produtora Ângela Figueiredo. Desse movimento surgiu, portanto, o Titãs – A vida até parece uma festa.

A produção é um longa-metragem que relata toda a história da banda, desde os primórdios com o sucesso de Sonífera Ilha, as prisões por envolvimento com drogas, o show Cabeça Dinossauro até as viagens feitas dentro e fora do Brasil. A participação direta dos membros na concepção do vídeo o classifica como a história contada por eles mesmos.

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Arte louca “made in china”

Saca só o “realismo surreal” destas fotografias. Não me pergunte como foi feito, porque não consigo imaginar. O fotógrafo-artista Li Wei faz uso de espelhos, cabos de aço, acrobacias e muita performance em seus registros. O chinês afirma fazer nenhuma manipulação digital e isso só nos deixa, ainda mais, intrigados com o resultado. A primeira sensação é de desconfiança, já que as imagens extrapolam qualquer razão.  Mas, levando em consideração a função da arte, não nos é concebido o direito de questionar, apenas, contemplar, e o trabalho de Wei é no mínimo original e feito para chocar.

Estas foram feitas recentemente. Quem quiser apreciar um pouco mais, basta visitar o site oficial do artista.

 

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