Arquivo do mês: maio 2010

É hora de torcer

Dei a entender outro dia no twitter que não agüentaria ouvir falar de Copa do Mundo durante os próximos meses. Ok, fui chato, mal-humorado, enjoado e cri-cri como de costume. Não tem jeito, torcer é a única solução. E navegando, hoje, pela internet descobri o site do fotógrafo britânico Stuart Roy Clarke. Boa parte de sua obra é sobre futebol, torcidas, bastidores e pessoas que rodeiam neste mundo. Uma das categorias traz registros de torcedores de países diferentes, com roupas inusitadas, alguns em Copas, outros em amistosos de seleções ou times para o qual torcem, e o que interessa, mesmo, é a emoção, a loucura, o envolvimento e a preparação. Ficam aí, algumas sugestões de vestimentas e exemplos de comportamentos para os dias dos jogos da seleção brasileira:

Junte os amigos e as bebidas (rs) …

Mas não perca a concentração no jogo…

Deixando-se levar pela presença de alguma estrela ou jogador-celebridade…

Sei lá, vista-se a caráter…

Para os homens:

CABRONES

LOUCO NA MULTIDÃO…

 

Se estiver sem muita criatividade, VÁ IGUAL, MAS VÁ!

OU IGUAIS E DIFERENTES, AO MESMO TEMPO, DA MAIORIA…

Ou, até mesmo, sei lá, seja ÚNICO, DIFERENTE DE TODOS…

Para as mulheres:

Vão assim…

Para os gays:

Enfim, não enlouqueçam…

… porque torcer é o que vale!

E se o Brasil não for lá muito bem, ser eliminado e ter de voltar pra casa, não desista! Seja atencioso, exerça a gratidão…

… e retribua aos asiáticos a torcida que fizeram para o Brasil na Copa de 2002. Torcemos, portanto, para os asiáticos. Avante Japãããooo! Avante Coréiaaa!

HIHIHIHIHIHIHIHIHI (risada de japonês e/ou coreano feliz)…

Enfim pessoal, fica aí a minha mensagem de motivação. haha. E não deixem de visitar o site do Stuart Roy Clarke. Muito Bom!

E óóóó, por enquanto, é AVANTE BRASIIIIIIIIIIIIIIIIILLLLLLL, viu!?

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Lembrete para mim mesmo

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas foco é essencial. Logo eu, que sempre procurou fazer tudo, aproveitar as oportunidades e conciliá-las independente do cansaço, do esforço e do estresse que pudessem acarretar. Decido que é hora de abdicar. É hora de optar e a opção já foi escolhida há mais ou menos um ano, mas no último semestre a deixei de lado e fui lidar com as obrigatoriedades. Repito assim como já disse em post anterior: quando as obrigatoriedades perdem o sentido de notoriedade é porque já não te fazem bem, já não te motivam da mesma forma e sinto isso agora. Vamos, portanto, à notoriedade-mor desta fase da vida e esquecei das obrigatoriedades e tormentas que já não representam nada além de tarefas que servem, apenas, para esgotar o limite humano e a capacidade de cumpri-las. Foco, Galtiery, foco…

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Fábula da economia interiorana

Todo ano, a história se repete. Quando chega o fim do mês de maio, o comércio da pequena Jussara, situada no interior do estado de Goiás, já teme pelas conseqüências que terá de arcar nos próximos meses. Acontece que, neste período, é realizada a maior festa da cidade. A chamada Festa de Igreja agita a praça central durante toda uma semana. As principais ruas e avenidas são tomadas por parque de diversão, fliperamas, bingos e barracas, que se desdobram nas mais variadas classificações – bebidas, boates, bares, roupas, calçados, jóias, comidas e brinquedos. Não é de se admirar, portanto, a facilidade com que a comunidade se envolve.

A rotina local é alterada e pela quantidade de pessoas nas ruas, concluí-se que todos gostam. Menos, é claro, os empresários e comerciantes. A economia de um município de, aproximadamente, 20 mil pessoas é frágil. Qualquer interferência que seja, mesmo pequena, certamente rende retaliações aos mais diversos setores. E a interferência da tal festa está longe de ser pequena, pelo contrário, atinge diretamente ao comércio, que reivindica todos os anos por soluções na tentativa de minimizar o impacto. E em 2010 não foi diferente.

Entre a sujeira deixada na praça recém-reformada, o estrago das plantas, o cheiro de urina nos cantos e becos da região, o barulho dos microfones, é possível ouvir frases do tipo: “É muito dinheiro gasto numa festa como esta”; “O povo vem mesmo, não tem jeito”; “A pessoa pode até não ter dinheiro, mas falou que é festa, ela dá um jeito”; “O comércio é o que mais sofre, porque perde a clientela. Ele praticamente pára na semana da festa.” Na verdade, ele pára, perde a clientela e, ainda, é obrigado a ver os seus devedores gastando.

Uma das donas de uma loja situada a frente da praça, perguntava se na segunda-feira, um dia depois de acabar a festa, ela seria ressarcida pela semana perdida. Em conversa com amigos, ela relatou experiência vivida dias antes, que serviu para ilustrar o modo como as pessoas se comportam e se preparam para a festança. “Um dia antes de começar, a filha de uma cliente que me deve há uns três meses foi na loja pagar as prestações. O valor total dava quase R$ 200. A garota tinha consigo, exatamente, esta quantia, eu vi. Mas sabe o que aconteceu? Ela pagou, apenas, a metade. Pagou R$ 100 e falou na minha cara que a mãe tinha pedido para pagar, somente, o tal valor, porque o resto do dinheiro que carregava era para ser gasto na festa e nas barraquinhas que viriam”, disse como que rindo da própria desgraça.

A festa vai de um fim de semana ao outro, mas o ápice dos gastos é no último dia, no domingo. Já virou tradição local nestes mais de 15 anos de festa, as pessoas saírem de suas casas, com roupa confortável, sapato baixo, óculos escuros e dizendo com a boca cheia: “Vou ao shopping.” O shopping, nesse caso, é o shopping da lona azul, cor que caracteriza o forro das barraquinhas da feira que toma conta da Avenida Marechal Rondon, que divide com outra (José Bonifácio) o posto de principal avenida da cidade. A fila de barraquinhas é quilométrica. E o número de pessoas andando, comprando, com o sorriso no rosto é incontável. Uns vão cedo para comprar primeiro, outros vão à tarde, depois do almoço de domingo com a família e tem o que vão, ainda, à noite, quando os ambulantes já se preparam para ir embora e estão em queima de estoque.

“Sandália por R$ 10”; “Quatro calcinhas por R$ 8”; “Se abaixou ali, aqui também, venha cá que cubro a oferta”; “Moça bonita não paga, mas também não leva”, essas eram frases recorrentes a partir do fim da tarde de domingo, quando o movimento, também, estava no auge, já que ele não diminuía, mas o tempo de estadia naquele metro quadrado da avenida estava próximo do fim. E os comerciantes ficaram, enfim, mais um ano boquiabertos diante da informalidade, preocupados com as semanas seguintes e indignados com a administração local, que não atende uma reivindicação antiga deles, que é a de encurtar o período da festa. “São sete dias que temos de conviver frente a frente, dividir o mesmo espaço com o pessoal das barracas. É um período muito longo”, dizia o dono da venda da esquina.

Os empresários entendem a importância da festa para a Igreja, que há um bom tempo pretende fazer uma reforma em sua fachada, além da manutenção dos projetos sociais e da própria paróquia. Existe, inclusive, uma mobilização voluntária. Muitos ajudam no atendimento da barraca da Igreja, outros já fazem doações de prendas para serem leiloadas. Prendas, aliás, que pelo tom beneficente, são arrematadas por preços elevados. Frango assado por R$100, cesta de frutas por R$110 e, até mesmo, uma pintura de Nossa Senhora Aparecida por R$450.   

O prefeito, este ano, fez diferente. Ele não liberou o pagamento dos funcionários da prefeitura antes da festa. Ou seja, não teriam como gastar tudo com as mercadorias e preços atrativos do “shopping azul”. Mas teorias para justificar não demoraram aparecer. A administração que vem sofrendo críticas em função da inoperância em alguns setores e pelo aumento dos impostos (duplicou o preço do alvará de funcionamento do comércio), coordenará em conjunto com o Sindicato Rural a Pecuária da cidade, no início do próximo mês. O prazo de uma festa para a outra é mínimo e uma das teorias dizia que o salário dos funcionários não havia sido liberado para que eles pudessem gastar na Pecuária, uma vez que seria de interesse da prefeitura. Outra já mais pessimista para o comércio atestava que àqueles que quisessem festar e se divertir com os preços das barraquinhas, mesmo sem ter recebido, eram capazes de ir ao banco e fazer o saque do limite de suas contas, e assim festarem sem se importar com o dia seguinte.

Ao fim, os comerciantes foram dormir preocupados com a segunda-feira, que já martelava em seus pensamentos. Ano vai, ano vem e algumas sensações se repetem. Uma delas é o espanto. Vários se surpreendem com a ironia e, por que não, cara de pau de alguns. Existem os clientes, que devem, não aparecem, não atendem ao telefone, mas que sempre são vistos nas festas, principalmente, na polêmica Festa de Igreja gastando nas barracas. Surpresos, indignados e sem ter o que fazer, restaram-lhes, apenas, dormir e se preparar para a semana espinhosa que se iniciaria ao amanhecer. Mas dormiram com a prece triplicada: pediam por não ter pesadelos com o episódio da semana e que no próximo ano não fosse da mesma forma, pediam para que o impacto das festas de junho (pecuária e festas juninas) na economia local fosse o mínimo possível e pediam, também, que aqueles clientes que os devessem e que estavam se embebedando e empanturrando de compras lhes pagassem, ao menos.   

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Passado, a linha do tempo, imagens e a cretinice do ser humano

As imagens satisfazem e tranqüilizam. Suprem uma demanda quase que involuntária, natural, costumeira, impregnada e, porque não, cultural. A capacidade de ilustrar e representar uma vida que no dado presente, talvez, não seja tão valorizada, no futuro, elas retomam a sensação vivida e, principalmente, o valor do tempo ido. Tempos idos, aliás, são as únicas simulações de concretude, quando falamos de tempo.

 Olhemos ao relógio e concentremos na imagem do ponteiro dos segundos e em sua velocidade. Passemos a mensurar o tempo, então, pela métrica dos segundos, e comecemos por analisar o presente, tão falado e tão citado. Levando em consideração o conceito de que o presente é o agora, fixe os olhos no ponteiro dos segundos e fale junto ao seu movimento: presente, presente, outro presente, novo presente, mais um presente, presente dois, presente três, presente de novo… Viram?

Nesse caso, comparamos apenas ao segundo, e bem sabemos que existem medidas menores no tempo e que delimitam, ainda mais, o instante do agora. Estas outras métricas, todavia, são mínimas e avançam em direção a uma pequinês infinita, sem limites, o que faz do agora e do presente conceitos, somente. Na prática, na concretude, no empirismo, não existe o presente. As coisas passam em uma velocidade como que puxadas por uma máquina que trabalha em voltagem máxima e arquiva dentro de si todos os fatos, fazendo-os passado, apenas.

O tempo é perecível por essência. “Tudo passa” é jargão-rei. Mas e o futuro? Volte ao relógio, fixe os olhos nos ponteiros e levando em consideração que a característica de futuro é que ele vem depois, o posterior, tente enxergá-lo. Novamente se dará conta da velocidade e da inexistência. O futuro, que acreditávamos existir, logo, vira presente, que também não existe, e é engolido, portanto, pela máquina do passado, que não cansa de se encher. Futuro, também, não existe. O tempo o condena à inexistência. Quando pensar que chegou o futuro, verá que existirá um outro a lhe martelar a mente e um outro para sonhar e fazer planos. É uma corrente contínua, sem freio, sem piedade e sem alvará.

Mas porque falar de imagens e tempo? Não fossem elas, ele estaria, ainda mais, condenado, já que sua parte concreta, o passado, ficaria sem o registro delas. Imagens servem para isso. Mas eis que as pessoas crêem, confiam no tempo, eis que a sociedade brinca, esquece do quão perecível é, e perde. O ser humano perde tempo, perde chance e desperdiça a oportunidade de construir algo de concreto. Alguns chegarão no ápice do passado, a velhice ou a beira da morte, e quando olharem lá de cima do montante de tudo o que produziu e neste mundo fez, verão que nada de valioso tem para mostrar ou apresentar. Isso porque tem pessoas que vivem para criar imagens, imagens de si e dos outros.

Falar em imagens, nesse último sentido empregado, é o mesmo que falar de rótulos. Portanto, vamos à dissertação:

Essa insistência pelo rótulo, pela banalidade da imagem limita não só o tempo, mas sim, os indivíduos. Pessoas não têm imagens próprias, que fique claro. Pessoas têm fases, têm personalidade mutável, têm vida pela frente, têm passado, que pode ser rico, têm história para contar, têm sorrisos guardados, têm tristezas acumuladas, enfim, têm segredos desconhecidos pela maioria, que persiste em lhes apontar o dedo. O imediatismo é condenável. Não bastasse o tempo ser imediato e engolir o que achamos ser agora e ser depois, ainda tem aqueles que imediatizam as relações e a figura alheia em limites criados pela própria imaginação: rótulos.

Minimize a cretinice e concentre, portanto, em tentar ter o mínimo de vida e verdade, porque de concreto e tempo mesmo, só o passado. Não faça do seu um acúmulo de chorume, de dedos apontados, de (pre)conceitos limitantes e ignorantes da existência do verdadeiro valor, do verdadeiro ser, da verdadeira pessoa. Seria lamentável chegar ao cume do montante do passado, à beira da morte repito, e dar-se conta do minimalismo que foi a própria vida e da forma como minimizou a si e aos demais. Imagens são essenciais, suprem uma demanda latente, como disse no início, mas quando usadas erroneamente, condenam qualquer naturalidade, qualquer verdade.

Abraço, bom fim de semana, bom feriado aos goianienses e nos vemos por aí.   

Galtiery Rodrigues

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Frases

“Vá ali perto, faça e volte.”

“Em minutos tudo estará pronto.”

“25 dias.”

“Dia 02, horário X, local Y.”

“Saúúúúde!”

“Você está novo e caduco. Que pena!”

“E o futuro?”

“Oi, você é chato, esquisito e muito sério.”

“Já te disse, ele é esquisito. Cuidado!”

“Rebeldia, romantismo e acidez.”

“Vai dar tempo!”

“Inquietude!”

“Agora plante uma árvore maior.”

“Vocês se desvalorizam demais.”

“Insatisfação!”

“Mente incapaz.”

“Não guarda mais, não armazena. Esquece!”

“Continue!”

“Desista!”

“Continue!”

“Dê uma trégua.”

“Trégua…”

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AAAAAAAAAAhhhhhhhhhh!

 

Tudo é culpa dessa profissão, que despertou o meu amor e, agora, judia. De amor platônico, sou doutor, e já te aconselho jornalismo bobo: “nem pense em ficar sem retribuir minha lealdade. Desapontar-me-ia demais.”

 

 

Pronto, vamos agir, agora, e fazer a nossa parte. Chega de efusão!

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Sejamos práticos

Galtiery versão auto-ajuda

Gente que bloqueia a passagem em portas de restaurantes, bares, bancos, etc. Isso, pra falar ao celular ou para fofocar com a(o) amiga(o) que não via há muito e encontrou no local

Gente que fica de papo na entrada ou saída das escadas rolantes do shopping.

Gente que insiste em ficar na escada de saída do ônibus (coletivo), mesmo sabendo que em algum momento terá de ceder passagem.

Gente que insiste em contar que comprou não sei o quê, para sei lá quem, por motivo x, y, z.

Gente que persiste em puxar assunto na fila do banco, do restaurante, do supermercado com frases assim: “Demorando, né?”; “O frio chegou. É época de pecuária, pode saber. É só começar a pecuária em Gyn, que começa o frio.”

Atendente do Bob´s que por falar rápido e fazer um monte de pergunta ao mesmo tempo, acha que engana o consumidor. E pior que engana. Fui pego essa semana, mas nunca mais caio nessa.

Gente que empata a fila do supermercado porque esquece que não tem ninguém ali pra colocar as mercadorias na sacola e que é ele o responsável por tal tarefa. “Acooooorda, meu filho!”, toda vez me dá vontade de falar isso.

No supermercado, ainda: Gente que não descarrega as mercadorias do carrinho e fica esperando chegar no último segundo para fazer isso. “Bota esse corpo pra mexer!”, toda vez me dá vontade de falar isso [2].

No supermercado, ainda [2]: Gente que faz questão de não ter a consciência do tamanho do carrinho e do espaço que ele ocupa, e deixa ele jogado pelo corredor. Enquanto isso, fica a observar mercadorias, avaliar preços, pensar, refletir… Os outros que se lasquem. “Vai lascar, você!”, toda vez me dá vontade de falar isso. [3]

Gente que esquece a existência do fone de ouvido e obriga o ônibus inteiro a ouvir o “poperon” do momento.

Gente que se faz de difícil, mesmo sabendo que vai ceder no final. Ceda logo e viva!

Gente que fala “vou comer” e na hora fica indecisa sobre o que escolher. “Pense antes!”

Gente que fala “vou sair” e na hora fica indecisa sobre o que vestir. “Pense antes!”

Etc,

Etc e

Etc …

Faça da sua e da dos outros, uma vida mais fácil e menos dolorosa!

Abraços!

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