Arquivo do mês: julho 2010

E depois de tudo, ela disse:

O amor é bala perdida. Acomete-nos de surpresa. Uns morrem, outros sobrevivem.

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Jornalismo forever (que brega!)

Às vezes pergunto porque Deus me fez gostar de escrever. Assim como pergunto, também, se ele gosta de jornalistas. Mas o que vale aqui e agora é que pergunto, ainda hoje, prestes a concluir o curso, se gosto mesmo dessa profissão. E a resposta é sempre sim, sim, sim, eu amo. As mínimas experiências já me fizeram ver que, talvez, eu não saiba fazer outra coisa. Não diria que talvez eu não faça outra coisa tão bem, porque, sinceramente, odeio o que escrevo sempre e nunca acho que fiz todas as perguntas para o entrevistado ou fui claro o suficiente para o receptor da mensagem. Odeio-me como entrevistador. Não sou bom nisso. E, logo eu, que me vejo sempre a questionar, com essa mente que não para e encontra arestas desunidas em quase tudo, para não dizer tudo. Mas, enfim, sabe o que eu peço mesmo para o tal Deus? Peço que eu nunca seja obrigado a escolher outra profissão ou levado a praticar uma atividade que esteja fora dela. Escolhi o jornalismo para me acompanhar até o último de meus dias. Nem que eu tenha de fazer isso, às vezes, meio capenga. É um casamento. E aí está outra ironia. Sempre disse que não me casaria. Até minha mãe já disse isso. “Galtiery é complicado, tem manias, um individualismo forte, gênio quase que incapaz de conviver.” Jamais serei perfeito, jamais escreverei tão claro, tão bem, tão legal quanto os textos alheios, que são sempre mais interessantes, mais eloquentes, mais amarrados e coerentes. Sou confuso. Aliás, é isso o que sempre ouvi das pessoas próximas: “Você é confuso.” Talvez, um dia, daqui a vinte, vinte cinco ou, sei lá, no último minuto de minha atividade nessa profissão eu consiga encontrar o mínimo de convicção imperecível que me leve a crer que eu tenha sido bom em algum instante, algum momento breve, brevíssimo.

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Meio assim, tipo assim, nestes dias atuais:

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Diagnóstico-denúncia (DD)

Para ilustrar: evolução do(as) pensamento/ideias humano(as)

“Os textos que não escrevi são bem mais do que os que escrevi.” Essa fala seria o normal para uma pessoa normal, e que gosta de escrever. Mas quando a fala correspondente a você se torna “Os textos que comecei a escrever e não terminei são bem mais do que os que escrevi até o fim ou, até mesmo, os que nem comecei”, isso quer dizer o quê? Talvez, possa significar que você já não é tão normal assim, e que gosta de escrever, todavia.

Pois bem, há tempos venho parando no terceiro parágrafo, e não consigo avançar em ideias que insistem em se enjaularem na mente e, assim, preferem viver, imunes da exterioridade. Mas com o somatório de ideias e acúmulo de pensamentos é quase inevitável eles tomarem todo o meu tempo, a ponto de não conseguir prestar atenção em conversas, bate-papos corriqueiros e situações do dia a dia. Fico sonso, mongol, tudo porque o excesso de ideias enjauladas precisa ser pensado, e ele monopoliza o pensamento.

Diversas vezes, pego-me olhando dentro do olho da pessoa, ela fala diretamente a mim e eu só a vejo, mais nada. Já não ouço mais, nem presto atenção, porque, afinal, a imaginação flutuante, a mente inquieta, as ideias borbulhantes não param, mas elas sequer me dão o direito de falá-las. São sistemáticas, complicadas ao extremo e, portanto, impronunciáveis, nada entendíveis. Enquanto isso, vou sendo controlado pela boa vontade delas, ou seja, 24 horas por dia em outra realidade.

Consulta Pública I

_ Isso é normal doutor?

_ Olha, Galtiery, fale-me mais sobre.

Até para dormir a situação anda complicada. É deitar e eu conseguir enxergar as tais ideias com mais clareza. Poderia até discorrer sobre elas, mas naquele momento eu devia ter uma máquina de registros qualquer por perto, já que o prazo de levantar, pegar papel e caneta é o suficiente para tudo sublimar novamente e ficar obtuso. Jamais deixam de viver, é claro. A condição de vida desta sensação parece até ser, única e exclusivamente, viver internamente, mas incomodando, retirando-me da objetividade.

Consulta Pública II

_ Veja bem Galtiery, você já conseguiu falar bem sobre o caso. Por agora, posso lhe dizer, apenas, que você é normal.

_ Como assim doutor?

_ Então, você consegue falar, articular, explicar… Não perdeu a racionalidade.

_ Mas doutor, o senhor chegou a cogitar a ideia de eu ser louco?

_ Eu não, foi você quem cogitou, ou melhor, cogita.

_ É mesmo?

_ Sim Galtiery.

_ Mas Doutor, qual é a sua ideia sobre o caso?

_ Ideia nenhuma. Já não consigo exteriorizar nada também. Até tenho ideias, muitas até, mas elas insistem em não vir ao caso.

_ Putz…

_ O que foi?

_ O senhor é tão… tão cópia, tão a mesma coisa. Perceba: o senhor não consegue nem dizer o que pensa sobre o caso.

_ O que quer dizer com isso? Não estou gostando nada Galtiery.

_ Doutor, o médico aqui é o senhor.

_ Mas continuo sendo ser humano, certo?

_ Certo, mas isso significa o quê?

_ Significa que todos somos iguais em algumas condições.

_ Quais?

_ Somos “loucos normais”, somos inconclusos, imaginativos, ansiosos, pensativos na maior parte do tempo, solitários com nossas ideias e, quase nunca, capazes de falar o que realmente pretendemos dizer.

_ E eu sou o quê?

_ Você é tudo isso o que acabei de citar e mais o fato de que é um paciente que está tomando o meu tempo, assim como a maioria dos que vem aqui.

_ Putz… [2]

_ Mas é verdade. Você não tem problemas, você tem paranoia.

_ O quê?

_ Você é ser humano Galtiery, vá viver e curtir a normalidade dessa condição.

_ Mas só eu?

_ Não, todos. O diagnóstico é: todos nós somos ser humanos.

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Opiniões fatídicas


O Valdir lá de Pato Branco tem opiniões.

A Valdivina de Cristianópolis também.

O Valmir de São José do Rio Preto tem várias.

A Valdinéia lá de Bom Jesus só falta vendê-las na feira.

O Valter de Juazeiro faz das suas um repente por dia.

A Valmira lava roupa no São Francisco e opina sempre.

O Valcleir, coitado, fica a gritar pelas vielas da Rocinha.

Mas a Valda, lá de Londrina, questiona como que opinando:

“Será que alguém nos ouve?”

E o Valdeci, do lado dela, responde:

“Neste mundo, opinião não é val!”

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O prazer em ordem alfabética

Verbete 1: Abraçar

Verbete 2: Beijar

Verbete 3: Cariciar

Verbete 4: Despir

Verbete 5: Envolver

Verbete 6: Falar

Verbete 7: Galantear

Verbete 8: Hipnotizar

Verbete 9: Interessar

Verbete 10: Justapor

Verbete 11: Kkkkk

Verbete 12: Lamber

Verbete 13: Morder

Verbete 14: Notar

Verbete 15: Olhar

Verbete 16: Piscar

Verbete 17: Querer

Verbete 18: Romancear

Verbete 19: Sentir

Verbete 20: Trepar

Verbete 21: Uuuuuuhhh

Verbete 22: Vermelhecer

Verbete 23: Wonderful

Verbete 24: Xeque-mate

Verbete 25: Yes!

Verbete 26: ZzzzZzZzZzZZZzZ…

hahaha.

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Simbora continuar

Afinal de contas, quem é que não sofre da ânsia de começar sempre, e do zero?

Quem é que não sofre de pleonasmo? >> “começar do zero”, “começar do início”…

Porque, até mesmo, um especialista diria: Senhor(a), você sofre de “pleonasmo vicioso”.

DIAGNÓSTICO: A VIDA É PLEONÁSTICA!

Sem mais delongas: simbora continuar dando um “passo por vez” e “abraçando de braços abertos” as oportunidades.

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