Arquivo do mês: agosto 2010

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E a morte diz: “this job makes me feel so alive”

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Discutiu-se para ficar no mesmo lugar

Depois de tanto debate e polêmica o Zoológico de Goiânia continuará no mesmo local. Quando as mortes dos animais começaram a ser noticiadas com frequência, uma das principais pautas de discussão era se a localização do Parque, no meio da cidade, rodeado de prédios e trânsito forte não seria um dos motivos para a ocorrência dos óbitos que se tornavam cada vez mais frequentes. Agora, o local passa por adaptação e obras para se enquadrar nas exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), acertado em setembro do ano passado, que sugere modificações para que o Zôo seja reaberto. Em 54 anos de história, é a primeira vez que o local passa por um reforma.

O diretor Raphael Cupertino deseja que tudo fique pronto até, no máximo, fim do ano para que o Zôo possa receber o público novamente. Mas paralelo a isso, as investigações e dúvidas continuam a surgir. E ele faz questão de desacreditar todas elas: “Penso que o Zoológico de Goiânia foi o local mais investigado que já teve. Ministério Público, tanto estadual como federal, Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema), Ibama, Guarda Municipal, todos investigaram e nada foi encontrado, tampouco comprovado”.

Para o superintendente estadual do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), Ary Soares, o Zoológico já poderia estar aberto. O pedido de fechamento feito pelo órgão no ano passado se fundamentou na suspeita de que poderia haver entre os animais alguma doença infecciosa que representasse risco às pessoas. “Os exames até agora não constataram nada”. Ele afirma, ainda, que a estrutura preenche os requisitos mínimos exigidos, mas reconhece que zôos não são os lugares ideais para os animais viverem. “Parques zoológicos são soluções para pesquisas científicas e educação ambiental”. Sobre a localização, Ary afirma que o Zôo chegou antes da urbanização e não vê problemas em continuar no local.

O procurador da república no ofício do meio ambiente do Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO), Adrian Pereira Ziemba, acredita que muito tempo foi gasto na discussão feita pelos órgãos públicos a respeito da necessidade de mudar o Zoológico de lugar. Ele argumenta que se tivessem se empenhado na adequação e melhoria do espaço, teria sido melhor. “Tenho cautela em falar sobre mudança de localização, porque em muitas cidades do mundo os zôos ficam nos centros e não apresentam problemas. A saída é ter uma estrutura adequada de isolamento e um número suportável de animais”, opina.

Segundo a especialista em medicina e proteção de animais silvestres e professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Luciana Batalha, o problema não é o zoológico em si, mas a forma do zoológico. Ela defende que os animais devam ter chances de descanso e maior privacidade. Além disso, ela acredita que a população precisa ser orientada, uma vez que os recintos são abertos, o contato é direto e o incômodo para os animais deve ser o mínimo possível. “O Zoológico merece prioridade”.

Raphael Cupertino explica que quando iniciou a discussão sobre a localização do Parque, a ideia era transferir os animais de grande porte para outro local e o atual se tornaria um espaço para passeio público, mas nada foi definido. Os investimentos feitos na obra, que segundo Cupertino podem chegar a R$ 5 milhões são para adequar o espaço, garantir a reabertura e o bem-estar dos animais até que seja decidido o destino definitivo do Zôo. Ele acredita que até pode haver uma mudança no futuro, mas isso dependeria de decisão política, negociação de terreno particular e de se fazer um projeto moderno, o que consumiria bastante tempo. “Se decidíssemos hoje pela mudança, ela não demoraria menos de três anos para ser efetivada”, calcula.

O dinheiro utilizado na obra é disponibilizado parte pelo Fundo Municipal do Meio Ambiente, sob controle da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) e parte pela secretaria da fazenda do município. O diretor acredita que será o suficiente para concluir as construções. Até 2007, o Zoológico funcionava como uma autarquia municipal, em que parte da arrecadação era conseguida na bilheteria e parte era fornecida pela Prefeitura. Hoje, a AMMA é a gestora do Parque e gerencia, inclusive as finanças do local.

A preocupação da direção, agora, é executar as obras e cumprir os prazos, que já foram prorrogados algumas vezes. Na quarta-feira (18), uma reunião realizada no MP entre membros dos órgãos signatários do TAC, serviu para traçar um novo cronograma a ser cumprido pela direção do Zoológico. As novas datas atendem a uma solicitação da administração do Parque para que se consiga terminar as construções. As edificações que antes eram para serem concluídas no dia 25 deste mês, poderão ser concluídas até o dia 25 de dezembro. A construção do hospital veterinário passa a ter o prazo final de junho de 2011, mas com a ressalva de que a estrutura utilizada atualmente deva passar por uma adaptação e reforma para que seja possível atender as necessidades básicas dos animais.

A justificativa da direção do Zôo para o pedido de prorrogação é que a implantação da rede de drenagem do solo precisa de mais tempo para ser feita e o muro que será construído para cercar o Parque passará exatamente pelos locais onde será instalada a rede. É preciso, portanto, fazê-la primeiro para depois continuar com algumas partes da construção. Enquanto isso, os bichos continuam a viver no local e, agora, convivem lado a lado com as obras que estão em andamento.

NÚMERO DE ANIMAIS E MORTES

A gestão de Cupertino a frente do Zoológico começou em 2005. Segundo ele, não havia antes nenhum controle específico do desenvolvimento e número de animais. O superintendente do Ibama também disse que os procedimentos de acompanhamento e fiscalização do Instituto tinham alguns defeitos. Raphael afirmou em entrevista que em seu primeiro ano na direção, o plantel era composto por aproximadamente 850 animais, mas o controle feito pelos veterinários atesta que naquele ano existiam, apenas, 678. Hoje, são 517.

Fazendo o somatório de lá para cá, foram registradas 582 mortes contra 397 nascimentos. E é inevitável não surgir a pergunta do porquê de o número de óbitos ser maior. Só este ano já são 37, frente aos 19 nascimentos. A explicação tanto de Raphael como de Ary Soares para esta diferença é a de que os animais que são encaminhados para zoológicos já estão em condições precárias de vida, já sofreram maus tratos ou foram vítimas de queimadas e desmatamentos de seus habitats. Outro motivo seria o tempo de vida elevado que alguns possuem.

Já no que diz respeito aos nascimentos, a dificuldade de se reproduzir animais em cativeiro é a principal justificativa. Tem de haver uma complementação entre o estado emocional do animal, o controle do estresse e a realização de uma dieta balanceada. Mesmo assim, o Zôo de Goiânia é obrigado a vasectomizar algumas espécies que já contam com o número máximo de animais que a estrutura suporta. Esse é um dos pontos destacados pelo TAC. Algumas moradias não possuem tamanho e recursos suficientes para suportar a quantidade de bichos que vivem nelas, tampouco conseguem cumprir a ideia de tentar reproduzir ao máximo o ambiente selvagem. É mais um ponto a ser observado pela direção nesse processo de adequação e melhoria.

O delegado titular da Dema, Luziano de Carvalho, que investiga a causa da morte de alguns animais e que recebeu esta semana o resultado do laudo que comprova a existência de 0,155 ppm (partes por milhão) de chumbinho, substância ilegal no Brasil, no estômago da girafa – Kim, que morreu em agosto do ano passado de anemia crônica, observa: “Uma grande pergunta é se as mudanças que estão sendo feitas na reforma serão suficientes para aumentar a segurança do local e diminuir as mortes”. Contrário à existência do Zoológico, o delegado se vê, agora, na função de desvendar como o veneno teria surgido no Zôo, quem o teria utilizado e se é alguém lá de dentro ou não.

Raphael Cupertino prefere crer que não tenha sido ninguém de seus funcionários, mas afirma: “Obra nenhuma ou transferência nenhuma é capaz de sanar as mortes dos animais. É um processo natural.” Quanto à segurança, após a reabertura do Parque os guardas municipais que trabalham no local passarão a contar com maiores artifícios e instrumentos de trabalho. Até então, eles não possuíam armas, nem rádios comunicadores. Um sistema interno de TV será implantado e eles poderão trabalhar armados para ter maior segurança. Hoje, são 20 guardas que trabalham no Zoológico. Esse número, também, poderá aumentar.

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Coisas de Sabino, …

…, o fotógrafo chileno.

Confira mais do trabalho do artista aqui.

Twitter: @saguad

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Preciso compartilhar…

… afinal, quem é que nunca teve a vontade de saber o significado do próprio nome!? Eu nem preciso falar nada, porque sempre me pergunto o motivo de ter recebido tal nome. Meu pai, coitado, diz sempre que é bonito, diferente e que foi por isso apenas. Okay, mas eis que agora, neste exato momento, sem fazer nada nessa madrugada de sábado para domingo, fui ao google, digitei meu nome e encontrei uma página com o seguinte título: Significado do nome Galtiery. Pausa para o drama, porque vamos ler juntos, não li ainda. Então vamos lá:

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GALTIERY: variante de GUALTIERO

Origem: ITALIANO

O significado do nome Galtiery: VARIAÇÃO DE VALTER.

Análise da primeira letra: G

Muito sério, e com grande honestidade no meio profissional, busca a perfeição em tudo e se aborrece quando as coisas não saem conforme o planejado. Reflete muito antes de agir, e quando toma uma decisão é capaz de mergulhar de cabeça no que está fazendo e esquecer todo o resto à sua volta. Se atrai por assuntos ligados a saúde, e se adaptaria muito bem ao trabalhar nessa área. Sua impaciência, pode leva-lo a um estresse facilmente.

Marca no mundo: reservado, equilíbrio, confiabilidade, perspicácia, espírito analítico

Passa a impressão de uma pessoa muito inteligente e intuitiva, desde muito cedo é notória sua vocação por atividades intelectuais. Não se atrai por atividades desgastantes e de esforço fisico. Na maturidade demonstra ter a vida sob controle. Alguém que valoriza a espiritualidade. Sempre envolvida com seus pensamentos pode passar a impressão de solitária. Séria, não aceita intimidades ou brincadeiras inoportunas. Bastante reservada, torna-se dificil ter sua confiança, e guarda seus segredos sempre para si. Não se familiariza com encontros sociais, prefere sempre atividades que exijam concentração. Fala pouco, e evita comentários óbvios, nunca age com a intenção de impressionar, por isso só participa de conversas quando está embasada de sua observação e cuidadosa analise. Preocupa-se com o conteúdo e nunca com a forma. Esta postura tende a isola-la do mundo, pois dificilmente confia na ajuda de alguém, a maneira de ser bem compreendido e aproveitar os aspectos positivos da personalidade é controlar o egoismo e buscar abrir-se mais ao mundo.

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Ahhh, bacana hein!? 22 anos depois, conforto-me em descobrir que a palavra que me nomeia (nome é palavra, certo?) tem um sentido. Logo eu, que acreditava ter sido vítima do instantâneo, da loucura imediata e do ato impensado. Caminharei com um sorriso mais farto no rosto, agora. hahahaha.

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Ainda jovens

Eles não se aguentaram de vontade e foram. Entregues um ao outro de mãos dadas e corpos dados. Deram-se àquela eternidade que existia em minutos pulsantes, intensos e úmidos. Na vertical mesmo, tudo imposto por um desejo que corroía a razão e, até mesmo, as convenções humanas. Afinal, de horizontal só as linhas deste trecho. Nem tinham consciência do pioneirismo que fundavam em uma casa onde já havia sido feito oito. Oito pessoas, entre irmãos e filhos de irmãos. Não fizeram o nono, mas fizeram a hora e supriram aquela dor de ter prazer, de ter sentido. Doía…

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Happy birthday!!

A China está em festa! E os chineses também…

Um ano de blog! Prometo para amanhã um texto digno sobre esse período de blogueiro. Agora, vou sair para comemorar. =)

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