Arquivo do mês: janeiro 2011

Todos iguais

Somos o que merecemos ser

e o que procuramos parecer.

Somos a face e o conteúdo,

O rasante e o além da estrutura.

Somos segredo e confissão.

Coragem e muita covardia.

Somos até sabedoria, mas

de equívoco, somos doutores de causa.

Somos calmaria e outros 99% desespero

O quase certo e o jamais pensado.

Somos surpresa e matemática

A dízima períódica e a razão definida.

Somos livres, porém cheios de amarras

O além céu e o preso ao terreno.

Somos estórias, fábulas e bilhetes de geladeira.

O final feliz e a tragédia.

Somos notas musicais e socos na parede.

O motivo e a falta dele.

Somos neblinas perecíveis e matéria sólida.

A crença e a realidade.

Somos imaginação…

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Recado de geladeira

Não estou para opiniões;

avisa lá.

 

Não estou para brincadeiras e testes;

pode dizer em auto e bom som.

 

Não estou, também, para superfícies e despropósitos;

anuncie em excesso.

 

Não estou para comparações e análises alheias;

isso cansa, escreve aí.

 

Não estou para o descompasso;

cansei, expresse assim.

 

Não estou para o esquecimento;

explique que lembrar é lei.

 

Não estou para o sarcasmo e ironia;

É indiferente, e ponto.

 

Não estou para o oportunismo e falsidade;

vejo tudo, acredite.

Que fique claro

 

Estou, sim, para a tranquilidade;

porque dela preciso.

 

Estou para a naturalidade,

que é prioridade sempre.

 

Estou para as amizades,

cujo sentido não banalizo.

 

Estou para o trabalho.

Amo tudo o que faço.

 

Estou para a verdade.

Só ela deixa saudade.

 

Estou para as pessoas de boa vontade,

as quais reconheço à distância.

 

Estou para as diferenças.

Conviver é condição.

 

Estou para a plenitude.

Vou chegar lá.

 

Estou para a vida,

que tanto idealizo e sei que será um dia, tal qual.

 

Estou para o amor.

Nem justificar, eu sei.

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Classificados

Engraçado, tenho tido poucas coisas para dizer ultimamente. Não estou para textos e sim para versos. Os últimos fatos me fazem pensar e, mais que isso, viver aberto para aceitar outros tantos. Afinal, mesmo o imóvel muda e as pessoas passam a não ser as mesmas, nem em nós nem em nossa vida. Os personagens de antes se afastam, outros se aproximam e alguns estranhos, até então, surgem para integrar esta mutação que muitos acreditam ser voluntária, mas não. É pura involuntariedade.

 

Engraçado, tenho tido poucas coisas para dizer ultimamente. Não estou para explicações e sim para vivências. Os últimos acontecimentos me fazem refletir e, muito mais que isso, decidir quem fará parte dos outros tantos que virão. Afinal, a vida se altera rápida, rasteira e o engano, mesmo que condição constante, pode ter a força ou o impacto amenizado. Boas decisões exigem atenção. Boas atitudes exigem talento e coragem. Ser bom amigo exige uma coisa, somente: amizade. É pura singularidade.

 

Hello, 2011. Primeiro post de um ano-incógnita. De certo mesmo, só o trabalho, que vai ser muito. Força!

 

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