Arquivo do mês: dezembro 2011

Meu 2011 foi assim:

 

 

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Na busca da descrição perfeita…

…porque escrever liberta!

 

 

Todos os dias eu abro o Word e tento. Já cheguei a fazer uma frase com ponto final e tudo, mas nunca passei disso. Para piorar, isso já tem tempo e nem lembro mais qual era. Esqueci. Noutras vezes ensaiei palavras. Várias até, que de tão aleatórias estão confusas na mente. Misturadas e obtusas. Esse é o reflexo de um sentimento persistente e que tortura. Só sei que ele existe, pois sinto, mas não sei descreve-lo. As tentativas vãs sempre surgem em momentos críticos. Instantes de pulsão e sufoco, que pairam sob a pele, somente. Enquanto isso, a tela branca esperando para ser preenchida de semântica, morfologia e verbo, porque a vontade é agir, agir e agir, estrangula os miolos restantes. Ainda vou conseguir. Ainda vou escrever o texto completo, falando tudo que tenho vontade e do jeito exato, com as palavras certas. Sina!

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01 declaração: sou romântico!

São 23h52. A inspiração surgiu há 10 minutos. Surgiu, no entanto,  incapaz de me fazer escrever além dessa descrição chinfrim. E tem sido assim há algum tempo. Tem faltado amor recíproco nos trópicos além desta carne. A afeição demonstrada, até então, por outros tantos tem sido carnal e se restringido à superfície, somente. Sou romântico e idealista, porque meu maior ideal é o amor. Ganha inclusive do profissional, contrariando a astrologia e a numerologia numa tacada só. Sem contar a impressão alheia, que insiste em me ter frio, mau-humorado, profissional esforçado e focado. Não adianta, só eu e você somos capazes e temos o direito de falarmos sobre a melhor parte de nós mesmos. Só nós a experimentamos em suma na solidão, porque é nela que o sentimento se torna palpável. É é isso agora, neste instante.

00:00 horas. Fim!

 

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Ney colocou o Canto da Primavera no bolso

Durante a passagem de som (foto tirada pelo celular).

Fui o primeiro a ver Ney em cima do palco em Pirenópolis. Eram 18h30, final de tarde, – lindo, por sinal -, quando ele surgiu com sua magreza e calvície lá no alto. Estavam no gramado do Campo das Cavalhadas algumas pessoas. Dentre elas, eu, Taynara Borges e Tainá Borela. Estas conversavam sobre coisas várias, enquanto eu estacionava por cinco segundos o olhar naquele homem até assegurar que de fato era ele. Foi rápida a percepção. Reconhecimento milimétrico, feito por um fã que só se deslocou até a charmosa Piri para ver o ídolo. Só não esperava que tudo começaria ali, tão cedo, tão perto e tão para mim. O show estava marcado para começar às 20h30. Fui andando em direção ao palco, as meninas vieram atrás. Olhos arregalados, sorrisos de ponta a ponta e um êxtase total que consumiu todos desde então e não se desgrudou até o fim da noite, quando ainda depois do show comentaríamos sobre aquela performance, segurança, presença, voz, destemor e interpretação.

Ney havia surgido no palco àquela hora para reconhecer o local e fazer a passagem de som. De repente ele começou a cantar e o arrepio nos consumiu desde o tornozelo, porque era tudo inacreditável. Foram três músicas e meia de Ney olhando nos nossos olhos, – piscando, inclusive – e interpretando como se estivesse no show, com figurino, luzes e mar de gente a frente, mas não. Havia pássaros no alto da estrutura de ferro: “Olha eles aí”, disse. Havia grama no chão do palco: “Parece que cavalgaram aqui em cima. Muita grama”, reclamou com humor. Havia a pouca distância da grade de proteção: “É só isso? Podia chegar mais para frente”. E havia ainda um vento que o incomodava, vindo da lateral: “Isso vai ficar aberto assim? Podia fechar”, peguntou ele a um dos organizadores. Vi isso tudo com atenção redobrada para guardar na mente cada detalhe e nunca mais esquecer. Não estava a trabalho. Não tinha bloco, nem caneta. Existia apenas uma admiração gigante que estava sendo ainda mais semeada.

É certo: os instantes de passagem de som deixaram clara a grandeza do artista, que fez um mini espetáculo – com prazer evidente, vale frisar – para aqueles gatos pingados que já aguardavam ansiosos no gramado do Campo. Mas não foi só isso. Ney é preocupado, é perfeccionista, é respeitoso com o público e sabe do que é capaz de fazer, assim como do magnetismo que possui. O palco é dele. Ele instiga quem o vê de coração aberto, disposto a deixar de lado o preconceito imediatista e errôneo. É arte verdadeira, limpa, pura e feita por um mestre das artes. Ele interpreta, canta, dança e caçoa daqueles que o veem como simples estereótipo. Não é. Trata-se de intérprete singular, com potencial, diria eu, o fã, inigualável neste País, para não dizer em boa parte do mundo. O show elucidou bem isso e fez até os menos conhecidos da arte de Matogrosso saírem boquiabertos e ensaiarem lágrimas diante de cada agudo e movimento.

Assim que começou o espetáculo, retornamos eu e Taynara Borges para a frente do palco. Vimos tudo de perto, novamente. Cantamos, pedimos mais, choramos e parei-me a decifrar um pouco do ídolo, que estava ali a poucos metros. A pergunta era: “O que se passa na cabeça de Ney?” As respostas são várias. Ele mais uma vez sorriu, iniciou rebolados, sentou no banquinho de apoio, único objeto colocado no palco, e, performático como sempre, vestido de terno, embora não menos icônico que as fantasias utilizadas na turnê anterior, não deixou a desejar. Fez o melhor show da minha vida e de muitos que saíram dali extasiados, sensação que eu já estava a experimentar desde às 18h30 e, ainda hoje, não quero perdê-la, pois persiste. Foram acometidos jovens, mulheres, adolescentes homens, pais de família, idosos, Pirenópolis inteira. Ele pegou o Canto da Primavera, colocou no bolso e se sobressaiu mais que tudo, bem ao seu jeito egocêntrico, tal qual Cazuza. Ao fim, restou-me um único pedido ao artista idoso de mais de 65: nunca morra, Ney. Viva sempre!

Só o contorno de luz, durante o show.

Essa versão de Nada Por Mim emocionou:

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Arquivado em FALATÓRIO, JORNALISMO

Acabo de me decifrar

Não sei vocês, mas eu sou incapaz de viver sem inspiração. É o meu combustível. Sem amor, sem vontade, sem leveza, sem motivo, sem sorrisos, sem rumo, sem pessoas, sem prazer, sem isso é impossível. Daí a inquietude que me consome.

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