Arquivo do mês: janeiro 2012

Manual de instruções da rotina

(By: Galtiery Rodrigues)

 

Como usar:

Não precisa saber, ela vai te acometer quando menos esperar. Alguns – a maioria – são pegos de surpresa, na flor da idade até… Isso não quer dizer que você seja incapaz de se livrar dela. Existem pessoas – alguns desocupados, claro – que conseguem viver uma vida inteira sem saber do que se trata, mas até a falta do que fazer pode virar rotina. E para entender as consequências disso é preciso ler o tópico seguinte.
Funções:
A rotina sabe bem a que veio. Ela entendeu o recado e faz parte do seu dia a dia para cumprir funções bem delimitadas. São elas: estressar, atolar a vida, frustrar, tornar tudo cinza, quando exagerada, cansar de um jeito que não lhe resta disposição para ir até a geladeira procurar o que comer, fazer-te arrancar os cabelos, fazer-te esquecer da vaidade por alguns instantes e tornar-te controverso, ao ponto de lhe fazer indiferente a tudo e todos, porém, ao mesmo tempo, carente, ansioso e faminto por mudanças. Mudanças boas, claro.
Solução:
Ser sábio, paciente, relacionar-se bem com ela, manter a calma e não perder a esperança que o melhor sempre está por vir e nunca já passou.

 

 

É isso! 😉

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Post curto sobre uma coisa minúscula

No Rio de Janeiro em uma mesa de bar, com vista para o mar de Copacabana, deparei-me mais uma vez com situação recorrente e que me desanima de acreditar nas pessoas. O rapaz, melhor, o homem foi caçoado pelos amigos por ter marcado o primeiro encontro com a menina que está gostando em um show do Ney Matogrosso, na Lapa. E o motivo único da gozação foi: Ney é gay, bichona, como chegou a dizer uma das mulheres do grupo. Então, depois disso, desisti de tudo, inclusive de argumentar, quase de viver, mas preferi abstrair o momento. Ponto!

Penso que nem Jesus na causa, resolve. rs Foto tirada na visita ao Cristo Redentor

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Dois dias de sonoridades no Rio de Xanêiro

Cantei muito no Rio. Impossível não se render à lembrança que cada esquina e paisagem traz. Cidade tantas vezes musicada e citada em versos dos grandes e maiores deste País, resta-nos cantarolar as menções, quando presentes de seus substantivos. Eis que me dei conta de tal hábito já no primeiro dia. As músicas saíam involuntárias, sem esforço e logo concluí que o primeiro post sobre a cidade maravilhosa aqui no blog seria este: sobre o Rio e seus recortes sonoros.

No avião, antes de pousar no Santos Dumont e vendo o sambódromo do alto, cantei:

“Será que eu serei o dono dessa festa? O rei, no meio de uma gente tão modesta? Eu vim descendo a serra, cheio de euforia para desfilar…”

No avião, também antes de pousar, o comandante informou: “Bem vindos ao Rio. Clima estável e temperatura de 25°C”. Ou seja, deu a deixa para eu começar:

“Rio 40º, cidade maravilha purgatório, da beleza e do caos…”

Já no táxi, a caminho de Copacabana, ensaiei alguns trechos:

“E já sei por onde começar. Um bom lugar para encontrar: Copacabana…”

Minutos depois, estaria a andar pela orla de Copa, onde fiquei hospedado. Já estava lotada de turistas ansiosos pelo dia seguinte, quando os fogos tomariam conta daquele céu. Ao ver o mar, logo ali adiante, restou-me mais uma vez cantar:

“Copacabana, princesinha do mar. Pelas manhãs tu és a vida a cantar…”

No último dia do ano, tudo se resumiu em preparativos e praia, pois o Sol apareceu lindão e sorrindo para todos. Naquela ânsia para que o tempo passasse lentamente, pois eu queria o máximo possível de Rio, tentei aproveitar cada segundo. Passei o dia tomando sol, o que provocou, ao fim, uma insolação nada legal. Resumindo: fiquei um pimentão. Fiquei vermelho, mas ouvi o barulho do mar, que cantava sozinho neste momento, sem minha participação e fazendo jus às palavras de Drummond, cuja estátua estava a poucos metros no mundialmente conhecido calçadão de Copa. Era a paz reinando:

A paz reinou de tal forma, que com aquela paisagem e sincronia de montanhas com água do mar, prédios e asfalto, não houve espaço para dúvidas. A música era uma só:

 “Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil. Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil…”

E as pessoas? Para elas, também cantei. E foram três, uma atrás da outra:

1º – “Cariocas são bonitos, cariocas são bacanas, cariocas são sacanas…”

2º – “Menino do Rio, calor que provoca arrepio…”

3º – “Ela é carioca, ela é carioca, basta o jeitinho dela andar…”

Pós virada, marcada por queima de fogos indescritível, muuuuita gente (mais de 2 milhões de pessoas), muito aperto e nem por isso pior a experiência, pelo contrário, foi tudo lindo, o dia seguinte foi de passeio. Depois de ir ao Leblon, refrescar-me em cenário Manuel Carlesco, se é que me entendem, fui ao Cristo encontrar-me com Taynara, Luana, Marina e Cecília, a guatemalteca mais legal que eu conheço. haha Novamente, três músicas se fizeram presentes:

No Leblon, ao estilo Laços de Família, a novela, rs: 

“E eu que era triste, descrente desse mundo, ao encontrar você eu conheci o que é felicidade meu amor”

“Vou te contar, os olhos já não podem ver coisas que só o coração pode entender. Fundamental é mesmo o amor…”

No Cristo, entoados pela mulata e figuraça Cristiane, que animou o trem até chegarmos lá no alto, a trilha foi:

“Vejam essa maravilha de cenário: é um episódio relicário, que o artista, num sonho genial, escolheu para este carnaval.”

Sim, esta última música não é só do Rio, eu sei. Fala do Brasil como um todo, mas a sensação ao ver a cidade lá de cima, aos pés de Cristo, era a de respirar e sentir um Brasil mais próximo. Foi isso. Rio é isso. Vim embora com esse sentimento. Quero voltar, cidade maravilhosa. Você continua linda. Aquele abraço!

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